10 - Eric Clapton - Double Trouble

http://www.ericclapton.com/

 

E para finalizar a lista da semana, uma grande dica é Eric Clapton. Nascido em 1945, em Ripley, Inglaterra, desde cedo começou a demonstrar seu entrosamento com a guitarra. Fez parte de grupos lendários como Yardbirds (do qual fizeram parte Jeff Back e Jimmy Page), Bluesbrekaers, liderada por John Mayall, Cream, Blind Faith, Delaney & Bonnie e Deren and the Dominos, antes de gravar seu primeiro disco no início dos anos 70. Tendo sido influenciado por Robert Johnson e Muddy Waters, desde sempre foi considerado como um dos melhores guitarristas do mundo, posto que ainda ocupa, tendo influenciado (e influenciando até hoje) várias gerações de guitarristas. Vale uma passada em sua discografia completa.

 

09 - Keren Ann - Le Sable Mouvant

http://www.kerenann.com/

 

A cantora e compositora Keren Ann Zeidel, nascida em Israel, com ascendência russa e alemã, aos 11 anos mudou-se com os pais para a França. Influenciada por Bob Dylan, mistura os idiomas inglês e francês em seus discos, combinando trip-hop, folk e música judaica e francesa, sempre tendo como tema a melancolia e o amor. Grata surpresa nessa semana. O que me leva a pensar: Por que o Portishead (de Beth Gibbons – com a qual Keren Ann é comparada) nunca mais gravou um cd, desde 1998?

 

08 - Messer Chups – Fantomasofobia

http://www.messerchups.ru/

 

 

Não se sabe de onde esses figuras vêm, se da Alemanha, da Rússia, da Hungria ou de outro lugar. Também não importa. O que vale, na verdade, é que eles fazem uma deliciosa sonoridade jogando no mesmo caldeirão surf rock, rockabilly, áudios de filmes trash, um teremim e outras coisas estranhas. O resultado, conduzido pelo multi-instrumentista Oleg Gitarkin e por Annette Schneider, é uma singular doideira sonora que garante bons minutos de diversão. Para vocês terem uma idéia do que se passa na cabeça dos dois, entre no site. Diversão garantida!!!

07 - Detroit Cobras - I Wanna Holler (but the town’s too small)

http://www.bloodshotrecords.com/artists/detroitcobras/

 

Essa banda, como o nome indica, natural de Detroit (terra do visceral MC5 e do singular White Stripes), foi formada em 1995. Fazem parte do grupo o guitarrista Steve Shaw, a também guitarrista Maribel Restrepo, Jeff Meyer no baixo, Damian Lang na bateria. Além disso a banda conta com dois diferenciais: o primeiro é a ex-açougueira e dançarina Rachel Nagy nos vocais, ora suaves ora sacanas; e o segundo é o fato da banda não produzir material próprio. Os três cds lançados (e mais um ep) são recheados com o melhor da influência blueseira dos anos 50 e 60, como por exemplo Otis Redding e Willie Dixon (a versão da banda para “Insane Asylum”, de Willie Dixon, é de rasgar a razão) + punk + rockabilly. Contudo, o Detroit Cobras não deve ser visto apenas como uma banda de covers, mas sim como uma reinventora de canções consagradas. É como se a banda engolisse a música, na seqüência a digerisse, derramando sobre ela os mais originais sucos gástricos do rock, e a vomitasse, despejando alguma coisa que possui a mesma origem da que foi engolida, mas com um aspecto bem diferente (sei que a metáfora não foi das melhores, mas acho que deu para entender). Ah! e a capa do primeiro cd, Mink Rat or Rabbit, de 1998, (que vocês podem conferir abaixo) é uma das mais sensuais da história do rock e já mostrava àquela época a que a banda viria.

 

06 - Biirdie - You've Got Darkness

http://www.popuprecords.com/artists/biirdie/

 

Trio formado por Jared Flamm (guitarra e vocal), Kala Savage (baixo e vocal) e Richard Gowen (bateria). Mais uma daquelas bandas bacanudas marcadas pela alternância de vocais masculinos e femininos (o que oferece um teor agridoce às canções) que faz um pop rock agradável para aqueles dias leves, em que queremos desfrutar apenas de canções tranqüilas. Por enquanto, gravaram apenas um cd, Morning Kills the Dark, do ano passado.

 

05 - Moby - Lift Me Up

http://www.moby.com

 

 

Moby (Richard Melville Hall) nasceu em Nova Iorque, em 1965, e seu apelido veio devido ao seu parentesco, ainda que distante, com Herman Melvile, autor de Moby Dick. Tendo experimentado várias vertentes musicais, desde o erudito, passando pelo Reggae, Hardcore e Punk, Moby se consagrou realmente como DJ, o que lhe rendeu a condição de um dos maiores representantes da música eletrônica mundial. Embora só tenha estourado com o cd "Play", de 1999, que vendeu cerca de 10 milhões de cópias, antes disso já havia gravado 6 cds tão bons quantos esse, como por exemplo "Animal Rights", de 1996, para mim, o melhor dele até hoje, ao lado de "18" e do último "Hotel". Se quiserem começar a explorar o som do cara, comecem por esses três ou podem seguir a coletânea humildemente sugerida abaixo por esse que lhes escreve. Dizer que Moby faz música eletrônica é simplificar demais seu valor. Suas músicas são extremamente bem construídas, misturando batidas eletrônicas com a vitalidade do rock, estabelecendo um equilíbrio exato entre a parafernália eletrônica e os demais instrumentos. Passeando por seu arsenal musical, vocês encontrarão músicas alegres, tristes, dançantes, desencanadas, reflexivas etc etc etc. Vale uma conferida com a calma devida.

 

04 - Bell X1 – Natalie

http://www.bellx1.com/

O Bell X1 surgiu em 1994 a partir da dissolução de uma banda chamada Juniper. Composta por Paul Noonan (vocais), Brian Crosby (teclados) Dave Geraghty (guitarra e vocais), Dominic Philips (baixo) e Tim O'Donovan (bateria) essa banda da cidade de Kildare, Irlanda, executa um belo indie rock, repleto de melodia e energia. Digamos que eles fazem música calma para dias calmos. Segue abaixo a letra da música indicada.

 

03 - Antony and The Johnsons - The Lake

http://www.antonyandthejohnsons.com

 

Embora em um primeiro momento possa soar estranho, aos poucos, essa sonoridade te pega pela emoção e quando você percebe está ouvindo pela enésima vez as suas canções desse grupo nova-iorquino, que é conduzido por Antony (os Johnsons na verdade são um guitarrista, um baixista, dois violonistas e um violoncelista que oferecem, de forma extremamente competente, a base para as viagens sonoras da Antony), um sujeito que é pura androginia e que canta com uma voz que parece não ser desse planeta, voz essa desenvolvida durante as cerimônias católicas do colégio que estudou. Depois de muito pergrinar, aportou em Nova Iorque, e, em 2000, criou o grupo, gravando um disco em 2002.  O segundo disco, gravado ano passado, "I Am A Bird Now", é uma obra-prima daquelas para ser consumida aos poucos, em doses homeopáticas. Mas não se preocupem, já que a overdose será o caminho natural. Quanto ao som, eles fazem canções tristes, melancólica, íntimas, puras e belas, tudo isso à base de uma musicalidade extremamente elaborada. Apenas para se ter uma idéia: Lou Reed chorou quando o ouviu cantar pela primeira vez. Não percam de forma alguma.E. T.: A música indicada não faz parte de nenhum dos dois cds, mas sim de um ep, homônimo, de 2004.

 

 

02 - Blonde Redhead - U.F.O.

http://www.brh.free.fr/blonderedhead.htm

 

A banda, originalmente um quarteto, foi formada, em 1993, em Nova York, pelos estudantes de arte japonesa Kazu Makino, Maki Takahashi e os italianos Simone e Amedeo Pace. Quem se atentou para o som do grupo foi o baterista do Sonic Youth, Steve Shelley que produziu e lançou pelo seu selo, o Smells Like Records, o primeiro álbum do grupo, em 1995. Com a saída de Takahashi, o grupo, agora um trio, lançou mais cinco discos nos quais predomina, óbvio, uma influência do Sonic Youth, com dissonâncias, um ruído aqui e outro ali, algumas linhas bem melódicas e a guitarra como base de tudo. Uma coisa bacana é a alternância dos vocais, às vezes, entre Kazu e Amadeo o que oferece algumas surpresas durante as audições. Para conferir essa alternância vá em busca da música (I Am Taking Out My Eurotrash) I Still Get Rocks Off. De primeira!

 

01 - Eskobar - Beautiful Day

http://www.eskobar.com/

 

Banda sueca, formada no final de 1996, em uma cidade próxima de Estocolmo, Åkersberga. Executando um som daqueles assobiáveis (ou grudentos, no bom sentido), a banda, seja pelo caminho da melancolia seja pelo caminho de um pop com mais energia, tem como norte a voz suave de Daniel Bellqvist, que dá uma “cara” para a banda. Até hoje foram apenas três cds gravados, “´Til We´re Dead”, de 2000, “There´s Only Now”, de 2002 e “A Thousand Last Chances”, de 2004, que devem ser ouvidos de cabo a rabo.

 

 

Antes das indicações da semana, quero pedir que COMENTEM os posts. Sei que nem sempre fazemos isso ou por falta de tempo ou de paciência, mas se puderem, eu agradeço, já que por aí eu posso saber se a coisa está dando certo ou não.

 

Divirtam-se!! Abraço e uma grande semana a todos!!

 

Alexandre

“a música é sua única amiga… até o fim.”

 

Moçada,

 

antes das indicações da semana, seguem algumas informações sobre o site Pandora, uma  maravilha contida na internet que descobri há uma semana atrás, através de um artigo da Veja, do dia 22 de fevereiro desse ano. Para a coisa não ficar muito extensa, fiz para vocês um resumo do dito cujo.

 

A partir da idéia um tanto quanto estranha de que as canções, além de letra e música, pudessem ter uma carga genética classificável, Tim Westergren criou um dos sites mais visitados da internet: o Pandora (www.pandora.com). Em 2000, ele reuniu um pessoal (entre músicos e técnicos de informática) na cidade de Oakland, na Califórnia, com o objetivo de “seqüenciar o genoma musical”. Assim, a turma contratada por Westergren analisou 300.000 músicas e 10.000 artistas e listou as principais características de cada uma – seus “genes” formadores, e em agosto do ano passado todas essas informações foram reunidas no site Pandora. Qual a utilidade disso? Um usuário que seja fã de uma determinada música ou de um determinado artista ouvirá de graça canções inteiras* que possuam “carga genética” semelhante – as quais supostamente estarão de acordo com seu gosto musical. Através de um link, poderá, inclusive, comprar o cd no Amazon.com ou adquirir no iTunes, da Apple, apenas a trilha que acabou de ouvir **. Por exemplo, quem digitar o nome do grupo Strokes ficará sabendo que existe uma banda de Dakota do Sul, nos EUA, que faz um som parecido, o The Weather Machines. O Pandora é uma ferramenta para quem quer se manter atualizado, já que nem sempre as novidades chegam às lojas de discos ***. Além do que os técnicos da Pandora dão uma atenção especial à cena independente. O “seqüenciamento genético” também funciona para agrupar afinidades musicais, trazendo algumas surpresas. Quem digitar Nirvana, terá acesso a uma lista de bandas do movimento grunge; se alguém quiser músicas parecidas com Psycho Killer, do Talking Heads, encontrará várias canções parecidas, tanto dos anos 80 como da atualidade. O serviço é gratuito para quem não se importa com anúncios. Por 36 dólares os anúncios somem. O foco é na produção em língua inglesa, por isso há poucas referências brasileiras, com algumas exceções da MPB, como Tom Jobim, João Gilberto, entre outros.

 

* Mesmo que se você se cadastre – e para se cadastrar será necessário um “zip code” (C.E.P.) norte americano, o que se pode conseguir facilmente no no Google - há uma limitação de pesquisa por usuário contabilizado por hora. Assim, se você, em 5 minutos, pesquisou uma quantidade “x” (que eu ainda não consegui quantificar), só poderá voltar a fazê-lo na hora seguinte; Mas ainda assim, vale – e muito – a pesquisa por ali.

** e o amigo Soulseek???

*** aqui no Brasil, quase nunca, e quando chega é um preço fora da realidade.

10 – Cake – Rock'N'Roll Lifestyle

http://www.cakemusic.com/

 

Cake Photo

 

Banda da cidade de Sacramento, Califórnia, criada e liderada pelo vocalista John McCrea, em 1992. Contando com a formação básica, guitarra, baixo e bateria, o grupo apresenta um diferencial, ou melhor dois: primeiro é o vocalista que possui uma voz inconfundível, cantando como “um inglês com sotaque caipira dos EUA”. E o segundo é o trompete de Vince Di Fiori que percorre todas as canções do Cake, trazendo elementos do jazz moderno para as canções. A coisa funciona, e muito bem. Basta que se ouçam os 5 cds da banda para se satisfazer com o pop rock agradabilíssimo conduzido pelo Cake com músicas como “Never There” (grande sucesso do grupo) ou a versão definitiva de “I Will Survive”, de Gloria Gaynor. Se vocês não quiserem (e nem tiverem tempo para tal), segue abaixo a sugestão de uma baita coletânea da banda. Procurem, gravem e ouçam. Diversão garantida!!!

 

Música                                          Título do CD                 Ano

09 - Neva Dinova - It's Worse When You're Young

http://www.nevadinova.net/#

  

 

Mais um pouco (ou muito) de melancolia nessa banda liderada por Jake Bellows, que derrama sua doce tristeza pelas melodias/letras que compõem o repertório dessa que, sem dúvida, é uma banda indie/dream-pop de primeira. Os dois cds gravados até aqui “Neva Dinova”, de 2002, e “The Hate Yourself Change”, de 2005, rendem uma excelente coletânea para se ouvir, seja em dias alegres, seja em dias tristes. Façam um teste. Vale a pena.

08 - The Infandels - Girl That Speaks No Words

http://www.infadels.co.uk/

 

 

Banda que vem da Inglaterra, caprichando na influência da música eletrônica, o que rende uma combinação interessante entre esse gênero e o pós-punk. Música cheia de energia que vai agradar muito quem curte outras sonoridades que não apenas o rock.

07 - Dresden Dolls - Sex Changes

http://www.dresdendolls.com

 

Dupla da cidade de Boston (terra do Pixies) que mistura piano, cabaré, Brecht e uma pitada de gótico, e que auto define seu som como “brechtian punk cabaret”. Formada por Amanda Palmer (piano e voz) e Brian Viglione (bateria), o Dresden Dolls gravou dois cds até aqui: “The Dresden Dolls”, de 2003, e “Yes Virginia”, de 2006. Se vocês quiserem um som novo sem ser chato, essa dupla pode te satisfazer. Se puder/quiser, vá à cata da versão que a dupla fez de War Pigs, do Black Sabbath, em um show na sua cidade natal. De primeira!

 

06 – Secret Machines – Daddy's In The Doldrums

http://www.thesecretmachines.com

 

 

Brandon Curtis, Benjamin Curtis e Josh Garza formam essa banda texana que faz um som que estilhaça os sentidos a cada audição. Se se faz necessário um rótulo: indie-neo-psicodélico-experimental. Melodias sensíveis, riffs magníficos (prontos para serem “chupados” por alguma banda) e um ritmo invejável, algo do tipo “se eu tivesse uma banda, queria tocar assim”. Na falta disso, aumentem o volume das caixas de som para poder assimilar todas as notas que saem dos instrumentos e vozes dessa banda. São pessoas como esses caras que estorvam a desfaçatez da música, e por extensão da vida. Além da indicada, aproveitem e ouçam também “You Are Chains” e “Leaves Are Gone”, duas pauladas para qualquer coração seja fraco ou seja forte.

05 – Sébastien Schuller - Weeping Willow

http://www.sebastienschuller.com

 

Em visita pelos blogs de música da vida, me deparei com a seguinte frase no blog Intervenções Sonoras “Uma excelente oportunidade de experimentar a melancolia dos Radiohead.” Radiohead? Melancolia? Fui conferir. E a dica valeu realmente. O cara vem da França e faz um som muito interessante ao longo do seu disco de estréia, Hapiness. No que se refere à canção indicada, na introdução você ouve alguns breves elementos eletrônicos (que permanecem ao longo da música) para logo na seqüência entrar a voz suave de Sébastien e mais um delicioso violão, perfeitamente misturado ao lado eletrônico da canção. Vale conferir o restante do disco. De primeira. Enquanto o cd novo do Radiohead não vem, mergulhe nesse “Hapiness”. Não haverá do que se arrepender

 

E.T.: No site oficial, há como se fazer o download do clip da música sugerida. Não perca!!!

 

04 - Mono - The Flames Beyond the Cold Mountain

http://www.age.fm/~sound/mono/

 

Banda de rock instrumental que vem do Japão. Fazendo um noise rock experimental, essa banda já gravou 5 cds: 2001 - Under the Pipal Tree; 2003 - One Step More and You Die; 2004 - Walking Cloud and Deep Red Sky, Flag Fluttered and the Sun Shined; 2004 – New York Soundtrack; 2006 – You Are There. E posso dizer com toda a certeza: é um melhor que o outro! Tudo bem que sou fã da banda, mas não há como não viajar nas sonoridades criadas pelos caras, com suas camadas e camadas de guitarra, a bateria seca e o baixo conciso. Som primoroso, daqueles para se ouvir em dias frios (como os que devem chegar em breve) e que deve ser conhecido por todos vocês.

 

Em tempo: Não deixe de visitar o site oficial. Um dos mais legais que vi até hoje!!!

 

03 - Kaiser Chiefs - Everyday I Love You Less and Less

http://www.kaiserchiefs.co.uk/

 

Banda inglesa da cidade de Leeds, formada em 2003, que roubou seu nome de um time de futebol sul-africano. Formada por Ricky Wilson (vocais), Andrew White (guitarra), Simon Rix (baixo), Nick Baines (teclados) e Nick Hodgson (bateria), a banda faz uma mistura do espírito “mod”, particularmente do The Jam, mais pós-punk, o que resulta em um som muito agradável para quem curte um rock com elementos pop. Em tempo: os clipes dos caras também são muito legais. Vale a pena mergulhar na grande rede e buscar os clipes de “I Predict Riot” e da música indicada.

 

Capa do primeiro - e por enquanto

único - CD da banda.

02 - Mudhoney – Where Is The Future?

http://mudhoney.net/mudhoney.htm 

 

Muita gente no Brasil que não conhecia o Mudhoney começou apenas a conhecer seu som após eles terem aberto os shows do Pearl Jam por aqui. Contudo, essa banda não deve ser considerada como coadjuvante. Surgido no berço grunge, Seattle, em 1988, o Mudhoney foi a banda que meteu o pé na porta para abri-la e mostrar a sonoridade grunge para o mundo, já que foi a primeira banda da gravadora Sub Pop a fazer sucesso. De acordo com o site dying days a primeira gravação, que foi com o produtor Jack Endino, foi a música 'Touch Me I'm Sick' que praticamente definiu o som de Seattle e hoje é considerada pelos críticos como a primeira música Grunge. O restante da história, o que veio depois, com Nirvana, Pearl Jam, Soundgarden, Alice in Chains etc, a maioria sabe. (Claro que antes houve o Melvins, da terra natal do Nirvana, Aberdeen, que influenciou demais o próprio Nirvana, mas isso é assunto para outro post). Após terem errado a mão com dois discos que foram um fracasso do ponto de vista de vendas, My Brother The Cow (1995) e Tomorrow Hit Today (1998), a banda resolveu retomar a sonoridade do início da carreira, quando gravaram o excelente Every Good Boy Deserves Fudge, em 1991, seu segundo disco. Assim, em 2002, a banda gravou Since We've Become Translucedent, procurando aquela sonoridade perdida, que parece ter sido encontrada de vez no disco desse ano, Under a Billion Suns, de onde vem a canção indicada. Ali, o Mudhoney está mais coeso do que nunca e parece ter recuperado o tesão de tocar, já que se pode encontrar pelo conjunto das canções de rock que o compõem uma profusão de solos, melodias e riffs. Enfim, um disco para quem curte Rock. Confira!

 

01 - Dead Combo – Mr. Eastwood

http://www.deadcombo.net/

 

 

Dupla portuguesa de música instrumental, formada por Tó Trips e Pedro Gonçalves, que gravou dois cds, “Volume I”, de 2004, e “Quando a alma não é pequena”, desse ano, do qual faz parte a música indicada.  Pode-se dizer que eles fazem uma mistura de fado com trilhas de filmes de velho oeste (não à toa essa canção tem o nome de um dos atores preferidos de Sergio Leone, diretor, entre outros, da clássica trilogia A Fistful of Dollars (1964), For a Few Dollars More (1965), e The Good, the Bad and the Ugly (1966)).Essa curiosa sonoridade remete, por vezes, à trilha do filme Paris, Texas, de Win Winders, magistralmente composta e conduzida por Ry Cooder.

“a música é sua única amiga… até o fim.” (Jim Morrison)

 

Moçada,

conforme o prometido no e-mail do sábado, dia 29, começo hoje, nesse espaço, uma retomada daquelas listas que enviei para vocês por quase dois anos, entre 2004 e 2005, com a indicação de 10 bandas/cantores(as) por semana. Claro que é sempre bom escrever sobre algo que se goste, mas confesso que esse espaço é estranho a mim, já que antes eu encaminhava as sugestões diretamente para o e-mail de vocês e agora elas ficarão aqui, impregnadas nesse endereço, o que, mesmo que de forma inconsciente (inconsciente o caramba!!! consciente mesmo!!!), exige uma responsabilidade maior.

Apenas uma questão de forma: devido ao fato de haver um limite de caracteres, não há como escrever sobre as dez indicações em apenas um post. Por isso, cada indicação será escrita em um único post.

Conto com vocês, seja comentando, elogiando, detonando, o que seja. Mas conto com a opinião de vocês, sempre.

Grande abraço!!!

Grande semana pós-feriado!!!

 

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