02 - Brian Jonestown Massacre – Hyperventilation http://www.brianjonestownmassacre.com/
Grupo norte-americano, da Califórnia, liderado pelo amalucado vocalista Anton Newcombe, que traz em seu nome uma homenagem explícita ao falecido guitarrista dos Rolling Stones, Brian Jones (que morreu afogado de forma acidental na piscina de sua casa, sob efeito de drogas e bebidas). Uma banda que tem músicas chamadas “Johnny Marr is dead”, “David Bowie”, “Prozac vs. Heroin” não pode não ser boa. Não há como. A canção indicada é do primeiro disco dos caras, de 1995, chamado “Methodrone”, uma paulada sonora de quase 10 minutos!!! Rock and Roll puro!!! (Nessas horas, após mergulhar em um som feito esse, fico pensando nas pessoa que gostam de coisas como “Babado Novo” e adjacências. Será que eles já ouviram música suficiente na sua vida para ter o poder de discernir sobre o que é - boa - música e o que não é???) Encerro esse post ressaltando que essa banda é ESSENCIAL para que curte rock and roll - NÃO DEIXE DE OUVIR SEU SOM!!! - e deixando um trecho de um depoimento de uma garota, capturado de um blog, que assistiu a um show dos caras nos EUA: “Nem tenho palavras pra descrever a experiência rock’n roll na veia, do caralho, alucinante, muito bom, muito bom. Já se passaram três dias e eu me pego pensando no show no meio do dia, pensando nas letras, nas coisas que eu pensei enquanto tava vendo aquele show. Sou uma pessoa com uma outra compreensão de música, de arte, de loucura, bem e mal. Mudou o foco das coisas, mudou o foco das pessoas. E queira Deus que todo mundo possa sentir isso, nem que seja uma só vez”. Putz... Tá esperando o quê para ir atrás da banda???

Taí o grupo, mostrando que é unido, até depois de encher a cara.
01 - Zuttons - Why Won't You Give Me Your Love http://www.thezutons.com/
Banda de Liverpool, formada em 2002, e que, além de ter fãs que sempre que podem a divulgam, como Noel Gallager, do Oasis, conta com 2 cds gravados: “Who Killed the Zuttons”, de 2004, e “Tired of Hanging Around”, de 2006. Formada por Dave McCabe (voz e guitarra), Sean Payne (bateria), Russel Pritchard (baixo), Boyan Chowdhury (voz e guitarra) e Abi Harding (saxofone), a banda faz uma bela mistura sonora com pitadas de soul, jazz, funk, surf music, folk, country e surf music. Embora esse caldeirão sonoro possa acenar para uma falta de personalidade, isso não condiz com a realidade, já que, uma vez ouvido o The Zutons, sua sonoridade fica marcada. Seu som possui, sim, uma marca registrada. Apenas como curiosidade: uma dos traços que caracterizam o som do grupo é o saxofone de Abi Harding, que confessou que sua maior influência para começar a tocar foi... Lisa Simpson, do fantástico desenho animado, Os Simpsons!!! Putz, como uma banda que tem uma saxofonista que é infuenciada por Lisa Simpson pode não ser boa??? Corra atrás dos dois cds e bom divertimento!!!
Essa turma esquisita faz um som "legal pacas"!!!
“A música é sua única amiga… até o fim.”
Moçada,
mais uma semana que chega - e com ela - mais uma relação de 10 músicas. Antes, porém, a terceira parte da coletânea de 100 covers.
Espero que todos vocês possam desfrutar das dicas. Agradeço, mais uma vez, pelas visitas de todos ao blog. Mas ainda assim, insisto que COMENTEM!!!!, POR FAVOR!!!!
Abraço a todos!!! Grande semana!!!
Alexandre

10 - Kraftwerk - Electric Cafe http://www.kraftwerk.com/
Hoje é fácil fazer música eletrônica. Qualquer um faz, até eu. Mas nos anos 70, a coisa era bem outra. Por isso o Kraftwerk é tão importante: os caras são os pais da música eletrônica. E isso é muita coisa. Muita coisa mesmo. Formado em Dusseldorf, Alemanha, em 1968, inicialmente, pelos amigos Ralf Hütter e Florian Schneider, ambos com formação clássica, o Kraftwerk (que significa usina de força), ainda um duo, influenciada pelo rock progressivo do Pink Floyd, gravou três discos: Kraftwerk 1, de 1971, Kraftwerk 2, de 1972, Ralf e Florian, de 1973. Mas foi em 1974, com o reforço de Wolfgang Flür e Klaus Roeder, que eles paririam a obra-prima da música eletrônica, o espetacular e seminal álbum Autobahn. Trabalhando com teclados Moog, vocoders, osciladores de som, baterias eletrônicas e seqüenciadores caseiros (elaborados e desenvolvidos por eles próprios), a banda constrói suas mântricas e exatas melodias com perfeição. O único porém da banda é sua reduzida discografia, já que após o Autobahn, ela gravou apenas mais 8 cds, tendo passado os anos 90 sem fazer um álbum que seja. O que importa é que não há como (mesmo que você não curta música eletrônica) não desfrutar e se deliciar com o som dos caras. Mas o principal, não há como não se respeitar o que esse quarteto de Dusseldorf representa para a música. Se uma importante parte da música teve futuro a partir dos anos 70 foi graças à visão e ao talento desses, hoje, senhores alemães, que ainda continuam fazendo música, e da boa. Para quem quiser se introduzir ao som do grupo, segue abaixo uma pequena coletânea.


09 - Oceansize - Women Who Love Men Who Love Drugs http://www.sizeofanocean.com/
Formada em Manchester, na Inglaterra, no início da última década, essa banda pode ser considerada uma excelente representante do britpop, embora se possam encontrar alguns elementos progressivos em suas canções. São claras as influencias do Radiohead, do The Verve e até mesmo do Pink Floyd, muito embora o Oceansize não seja apenas isso. O que vocês irão encontrar ao longo dos três cds já gravados pela banda é uma sonoridade melódica e etérea que fará um bem danado aos seus ouvidos. Confira!!

Taí o pessoal que cumpre com responsa as grandes influências que possui.
08 - Wolfmother – Colossal http://www.wolfmother.com/2005.html
BANDAÇA que vem vem de Sydney, Austrália, formado por Andrwe Stockdale (vocal e guitarra), Chris Ross (baixo e teclado) e Myles Heskett (bateria). Após dois eps, o Wolfmother chegou ao primeiro álbum neste ano de 2006. Talvez se vocês fossem se guiar pela capa, poder-se-ia sugerir uma banda de metal épico. Mas não mesmo!!! O que se tem ali é música firme, forte, certeira, repleta de referências setentistas de Black Sabbath, passando por Led Zeppelin e chegando mesmo até o progressivo Jethro Tull. O que se tem ali é rock and roll puro e cristalino. O que se tem ali é regozijo condensado pronto para explodir à cada audição.

Essa é a tal capinha - feia pra burro - que pode te enganar.
07 - Damien Marley – Confrontation http://www.damianmarleymusic.com/
Conhecido como “Jr. Gongo” (apelido herdado de uma das várias alcunhas do pai, “Tuff Gong”), Damien Marley, um dos 11 filhos de 8 mães distintas (pelo menos os contablizados), carrega, óbvio, uma baita responsabilidade no apelido e no sobrenome. Aquela ditado de que “filho de peixe, peixinho é” é balela das grandes. Se fosse assim, por exemplo: Jordi Cruijff seria um craque igual ao pai, Johan Cruijff e não o perna de pau que sempre foi; ficando no âmbito musical, Julian Lennon teria tudo para ser um baita compositor... esquece. Enfim, o que importa é que Damien Marley é exceção ao ditado besta e honra o legado do pai com uma baita competência, além de começar fazer o seu próprio. Contando com apenas três discos, o peixinho de Bob Marley já mostrou a que veio ao mundo. Principalmente no último álbum, “Welcome to Jamrock”, lançado ano passado. Misturando de forma explosiva reggae, rap e black music, Damien carrega nas tintas, fazendo uma música com um alto teor social e político, além de ser boa pra caramba de ouvir. Para começar, ouçam a canção indicada e depois, com calma, aproveitem o restante. Depois me contem o que acharam.

06 - Howe Gelb - Worried Spirits http://www.giantsand.com
Cantor/compositor que alterna uma carreira solo com a condução de seu grupo, o Giant Sand. Vamos ficar com a carreira solo. Natural do Arizona, Howe Gelb é influenciado principalmente pelo folk (Bob Dylan, Joni Mitchell), destilando porém, ao longo de suas canções, elementos de blues e gospel. A canção indicada oferece um norte do conteúdo da sua musicalidade, algo forte, visceral mesmo, que busca – e consegue – confortar nossas almas, sempre inquietas.

Capa do CD ´Sno Angel Like You, deste ano.
05 - A.R.E. Weapons – Doghouse http://www.roughtraderecords.com/index.html?are.html
Trio descoberto por Jarvis Cocker (vocalista da banda Pulp) que faz uma mistureba sonora de primeira. Tanto assim que há momentos em que parece tecno, há momentos em que se parece rock (ou hard rock), há momentos em que se parece uma porção de coisa junta. Na verdade, Brian McPeck, Matthew McAuley e Paul Sevigny misturam rap, hip hop, rock e música eletrônica de uma forma inovadora e repleta de energia. Parecem uma metralhadora giratória a disparar contra nosso cérebro acelerando nossas sinapses. Acabamos reféns do som do grupo. Vá à cata da canção (na verdade, procure pelos dois cds, “A.R.E. Weapons”, de 2003, e “Free In The Streets”, de 2005), coloque para tocar e aumente o volume. O resto é contigo.

Capas do primeiro e segundo cd da banda, respectivamente.
04 - Shout Out Louds - Very Loud http://www.shoutoutlouds.com/
Banda que vem da fria Suécia, fazendo um indie pop alegre a assobiável (basta que se ouça a introdução da canção indicada para confirmar essa impressão). Formada por Adam Olenius (voz), Ted Malmros (baixo), Carl von Arbin (guitarras), Eric Edman (bateria) e Bebban Stenorg (teclados e voz), esses suecos carregam na energia melódica com riffs “ganchudos” e refrões cativantes, e quando se menos percebe se está ouvindo a musica e movendo alguma parte do corpo. Lembram, ao menos à distância, o Belle and Sebatian.

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