Raul Seixas Krig-Ha, Bandolo!

 

 

Krig-Ha, Bandolo (grito de guerra de Tarzan, que quer dizer: Cuidado, aí vem o inimigo!) foi a primeira incursão solo de Raul Seixas em disco. Antes, havia gravado, em 1968, o lp Raulzito e Os Panteras, e, em 1971, aproveitando uma viagem do presidente de sua gravadora, a CBS, gravou o lp Sociedade da Grã-Ordem Kavernista apresenta Sessão das Dez, ao lado de Sérgio Sampaio, Miriam Batucada e Edy Star, que lhe valeu a expulsão da CBS. O disco abre com uma gravação de Raul Seixas, aos nove anos, cantando trechos de rockabillys clássicos. Na seqüência, tem-se Mosca na Sopa (já apontando o misto de guitarras e elementos da música nordestina, que embasaria boa parte de sua discografia), Metamorfose Ambulante (escancarando a todos que, sem dúvida alguma, Raul Seixas não era um sujeito reto, óbvio, preciso, mas sim que se encontrava em constante estado de mutação), Dentadura Postiça (uma das minhas canções preferidas de Raul), As Minas do Rei Salomão (um delicioso country rock), A Hora do Trem Passar (uma balada de menos de dois minutos, com uma letra e textura de arrepiar), Al CApone (rock roll em estado puro!!!), How Coud I Know (outra belíssima balada cantada toda em inglês), Rockixe (que tem uma introdução matadora), Cachorro Urubu (um folk rock de primeira, com uma letra bem legal) e para fechar Ouro de Tolo (a ácida crítica consumista à classe média, que embora escrita no começo dos anos 70, cai como uma luva nessa época de globalização/neoliberalismo, demonstrando que o que vale é trabalhar, competir, consumir). Enfim, não há muito o que se escrever sobre essa obra-prima do rock nacional nem mesmo sobre Raul Seixas, o maior rocker brasileiro. O que nos resta é ouvir o álbum. Boa audição!!!

Camisa de Vênus Viva!

A formação original do Camisa de Vênus contava com Marcelo Nova (voz e guitarra), Gustavo Mullen (guitarra), Karl Hummel (guitarra), Robério Santana (baixo) e Aldo Machado (bateria). Vez por outra a banda se reúne, mas nunca com essa formação original, que rendeu 5 excelentes álbuns de rock and roll, dos quais eu destaco Viva, o terceiro disco dessa banda baiana, surgida em disco, em 1983, com o lp Camisa de Vênus. Estourariam realmente em 1984 com o hit Eu não matei Joana D’arc, do lp Batalhão de Estranhos. Quanto ao Viva, que é o que interessa aqui, há alguns aspectos curiosos: Gravado em 1986, no Caiçara Music Hall, em Santos, S.P., ele não foi mixado (prática comum em discos ao vivo de hoje). O que se ouve é o que aconteceu, realmente. Assim, as letras desbocadas, os palavrões emitidos pela platéia e pela banda estão ali, sem cortes. Tanto assim, que o encarte continha o aviso: Este disco não foi remixado. Você ouve o que aconteceu no show. E OUÇA ALTO. O álbum é composto por 10 faixas, com canções dos dois primeiros discos da banda, como Eu não matei Joana D´Arc, Hoje, Bete Morreu, e mais canções que eles jamais haviam gravado ou gravariam em lugar nenhum como Homem Forte, Solução Final e Rotina. O espírito punk rock impera ali em todas as faixas. E ao vivo. Destaco 3 faixas: a impagável Sílvia, a versão sacana-tupiniquim para My Way, de Paul Anka, e O Adventista, que fecha o disco, com Marcelo Nova rezando o Pai-Nosso ao final da canção. Mais punk, impossível. Com certeza, um dos discos – ainda na época do vinil - que eu mais ouvi na minha vida. Divirtam-se!!!

Legião Urbana Legião Urbana

 

 

Quando pensei em rock nacional, de cara, constatei que não haveria como deixar o Legião Urbana de fora devido a sua representatividade para os jovens nos anos 80, principalmente. E quando pensei no Legião, de imediato me veio à cabeça o “Dois”, álbum de 1986, para colocá-lo nessa lista, já que ali estão as letras mais inspiradas de Renato Russo, como Tempo Perdido, Acrilic on Canvas, Fábrica etc. Porém, vinha sempre a pergunta: “e o primeiro disco?”. Resolvi colocá-lo para ouvir e concluí que pelos seus 37 minutos, sem dúvida, é o cd mais rock and roll do Legião. O álbum se inicia com Será (o primeiro sucesso que fez muita gente pensar, ao ouvi-la no rádio, que era o Jerry Adriani cantando), com sua semelhança musical com o The Cure, que se tornou um clássico da banda. Em seguida vem A Dança, com uma letra longa, toda pontuada por uma base eletrônica. Pouco depois surge Ainda é Cedo, uma baita canção de amor/ruptura que também se tornou clássica. Nesse disco, além de Geração Coca-Cola e Teorema (canção regravada pelo Ira! em seu álbum de covers, Isso é Amor), duas canções de puro rock and roll, há também uma das músicas mais legais do Legião Urbana, que se chama Perdidos no Espaço, que por mim certamente faria parte de algum possível “b-sides” da banda (esqueci seu sobrenome, mas me lembro de você / e a rotina crescia como planta / engolia metade do caminho / e a mudança levou tempo por são tão veloz / enquanto estávamos a salvo / ficamos suspensos, perdidos no espaço). E como se isso tudo não bastasse, fazem parte ainda desse primeiro álbum a canção Soldados (o primeiro indício dos temas homossexuais que Renato Russo abordaria, ainda que tratado de forma oculta na letra) e a bela balada, que inclusive fecha o disco, Por Enquanto. Tudo isso faz de Legião Urbana um disco essencial para os adoradores do rock. Se você o tiver, coloque-o agora para tocar. Senão, corra atrás dele. Item necessário. 

Ultraje a Rigor Nós Vamos Invadir sua Praia

O que se encontra ao longo das onze faixas desse álbum – irretocável - é rock and roll feito para pura diversão. Um clássico do rock nacional, lançado em 1985.Tanto assim, que das 11 faixas do disco, 10(!!!) tocaram nas rádios de todo o país. Assim que Edgard Scandurra (que muito ajudou o início do Ultraje) saiu do grupo para se dedicar ao Ira!, a banda ficou com a seguinte formação: Roger (vocal, guitarra), Carlinhos (guitarra), Maurício (baixo e vocal) e Leôspa (bateria), desde sempre, a melhor formação do Ultraje a Rigor. Misturando rock e humor, o Ultraje se transformou em um grande sucesso de vendas. Mas não é por isso que o álbum está listado aqui. É porque ele realmente é bom pra caramba, um baita disco de rock. Senão, vejam as músicas que o compõem e digam se não conseguem cantar pelo menos 9 delas. Nós vamos invadir sua praia, Rebelde sem causa, Mim quer tocar, Zoraide, Ciúme, Inútil, Marylou, Jesse Go, Eu me amo, Se você sabia, Independente Futebol Clube. É colocar o disco e esquecer da vida!!! Caso algum de vocês, na época, não possuía idade suficiente para ouvir música, aconselho-o a correr atrás do cd, colocá-lo para tocar e cair na diversão. Rock and roll barulhento e de humor fino.

Titãs Cabeça Dinossauro

 

 

Esse álbum data de 1986, quando os Titãs ainda eram um octeto. Esse disco representou uma ruptura, um divisor de águas para os Titãs – e mesmo para o rock nacional. Aquela sonoridade pop simplória do início do grupo, ilustrado, por exemplo, com Sonífera Ilha e Insensível, do primeiro e segundo discos, respectivamente, cedeu lugar a uma mistura interessantíssima de punk, rock, hard rock, pop e, por que não, alguns elementos da Jovem Guarda. As cinco primeiras faixas são clássicas. Começa com Cabeça Dinossauro, na qual os versos “Cabeça Dinossauro, Pança de Mamute, Espírito de Porco” são repetidos várias vezes sobre um instrumental hipnótico, que de cara, mostrava a que os Titãs viriam naquele álbum. Na seqüência AA UU, também de letra simples e instrumental ganchudo. E para finalizar esse início, de uma vez só, Igreja, Polícia e Estado Violência. Coisa boa demais em muito pouco tempo de audição. Desse álbum ainda saíram Bichos Escrotos (uma das mais famosas canções da banda), o reggae Família e a concretista, de base eletrônica, O Quê, de Arnaldo Antunes, que fecha o disco, composta apenas pelo verso “o que não é o que não pode ser que não é o que não pode ser que não é”. Enfim, um grande álbum de rock nacional de um grupo que foi muito bom, e hoje, reduzido a um quinteto, soa como algo gasto, soa como a “melhor banda de todos os tempos da última semana” do que como aquele pop rock visceral do Cabeça Dinossauro. Assim, hoje, pode-se, sem sombra de dúvida, quando se falar da banda denominá-los de “os saudosos Titãs”. Pena.

Raimundos Raimundos

 

 

Formada em Brasília por Rodolfo (voz), Digão (guitarra), Canisso (baixo) e Fred (bateria), a banda tem em seu álbum de estréia - que traz como título apenas o nome do grupo - um generoso caldo de originalidade e vigor. O álbum possui como eixo a mistura do hardcore com ritmos e referências nordestinas, sob muita influência dos Ramones, tanto assim que a banda começou fazendo covers do quarteto punk. Gravado em 1994, o álbum traz canções que de imediato se tornaram clássicos do rock nacional, como Puteiro em João Pessoa (“foi num puteiro em João Pessoa que eu aprendi que a vida é boa, foi minha primeira vez”), Palhas do Coqueiro, Be-a-bá, que ganhou um clipe bacanudo com participação de Giulia Gam, então no auge, Nega Jurema, Selim, e mais uma porção de canções (16 para ser exato), todas curtas e pesadas como a cartilha do punk reza. Após mais 5 cds, a banda se desfez. Os cds solo de Rodolfo, que agora atende por Rodox, e dos Raimundos, sem Rodolfo, são de uma chatice só. Mesmo porque álbuns clássicos são raros. Por isso mesmo, vale ouvi-lo na íntegra.

Ira! Psicoacústica

Esse é o terceiro disco da banda paulistana, que tem em sua formação Nasi (voz), Edgard Scandurra (guitarra e voz), Ricardo Gaspa (baixo) e André Jung (bateria). Gravado em 1988, certamente é o melhor de todos os álbuns que o Ira! fez até hoje (embora tenha sido um dos mais incompreendidos e um fracasso de venda). Ele foi lançado após o sucesso de Vivendo e Não Aprendendo (esse sim, o disco mais vendido da banda, e que contava com Flores em Você – que foi tema de uma novela da Rede Globo - Envelheço na Cidade, Dias de Luta e outros), o que poderia sugerir uma continuação do conteúdo daquele álbum. Contudo, o título do disco já dava pistas que poderia haver uma mudança em relação ao anterior. E ela veio, e pra melhor. Exatamente ali é que se encontram os primeiros flertes do Ira! com uma base mais eletrônica (que influenciou o trabalho solo de Edgard Scandurra), que foi misturada ao vigor de guitarras, mais pesadas, mesclando-se elementos de percussão e violões. Além disso, há um grande salto de qualidade em relação às letras. O disco, ainda lançado à época do vinil, contém apenas 8 músicas que ocupam um pouco mais de meia hora, suficientes para construir um largo sorriso de satisfação após sua audição. É desse álbum uma das melhores canções do grupo (senão a melhor), Rubro Zorro, baseada na história de vida do Bandido da Luz Vermelha, um famoso marginal paulistano da década de 60. A canção, intensa pra caramba, apresenta samples do filme “O Bandido da Luz Vermelha”, de Rogério Sganzerla. Há ainda Manhãs de Domingo, Pegue Essa Arma, Advogado do Diabo, todas musicaças!!! E como se não bastasse é desse disco Farto do Rock and Roll, uma canção desafogo, que critica a saturação do rock nacional dos anos 80. O disco termina com Mesmo Distante, uma belíssima balada folk. Psicoacústica é para ser ouvido com calma, saboreado, digerido, e não apenas uma única vez. Disco essencial, que faz parte dos maiores da história do rock nacional.

Mutantes A Divina Comédia ou Ando Meio Desligado

 

 

Sei que todo mundo que curte música conhece os Mutantes. Mas, apenas para lembrar: banda formada em 1966 por Rita Lee (vocais), Sérgio Dias, (guitarra, vocais) e Arnaldo Baptista (baixo, teclado e vocais). Esse disco é de 1970 – o terceiro do grupo - e traz entre outros maravilhas, Ave Lúcifer, que na minha opinião é uma das letras mais “fodaças” dos Mutantes (Tragam luvas negras / Tragam festas e flores / Tragam copos e dores / Tragam incensos e odores / Mas tragam Lúcifer pra mim / Em uma bandeja pra mim.), a “jopliniana” Meu refrigerador não funciona, um rock visceral com metade da letra cantada em inglês por Rita Lee, sob a base de um teclado e um baixo de arrepiar, para na seqüência surgir Arnaldo Baptista repetindo a frase “o meu refrigerador não funciona, eu tentei tudo, eu tentei de tudo”. Sem comentários... São desse disco ainda Ando Meio Desligado (que foi regravado pelo Pato Fu há pouco tempo atrás), uma canção da dupla Roberto e Erasmo Carlos, Preciso urgentemente encontrar um amigo e uma cover (definitiva) de Chão de Estrelas, de Silvio Caldas e Orestes Barbosa (uma das maiores letras da MPB). Enfim, um discaço do começo ao fim, sem senões, sem arranhões... obra-prima!

"A música é sua única amiga... até o fim."

 

Moçada,

 

hoje, ao invés das dez indicações que sempre faço, farei indicações também, mas dos 10 melhores discos do rock nacional. Claro que os critérios são extremamente subjetivos, mas penso, tentarei justificá-los ao longo dos posts. Espero que curtam. Lembrando que os discos NÃO ESTÃO POR ORDEM DE PREFERÊNCIA. Semana que vem, as indicações estarão de volta.

 

Abraços a todos!!! Grande Semana!!!

 

Alexandre

10 - Idlewild - American English http://www.idlewild.co.uk/

Banda escocesa (terra do Belle and Sebastian, Jesus and Mary Chain, Travis, Teenage Fanclub (ô terrinha abençoada!!!) formada em 1995, que, naquele momento, tinha como norte o som do Sonic Youth, R.E.M. e Nirvana. Tanto assim que suas canções trazem peso, distorção e melodia, na medida certa. Lembra Nirvana? Lembra Pixies? Lembra, mas lembra mais uma porção de bandas também. A música indicada é uma das canções mais bonitas já ouvidas por este que lhes escreve. Não a perca de jeito nenhum!!! Aproveite e consiga os quatro cds da banda, “Hope Is Important”, de 1999, “100 Broken Windows”, de 2000, “The Remote Part” (que inclui American English), de 2002, e Warning/Promises, de 2005.

A molecada do Idlewild que faz som de gente grande.

09 - Felt - Until the Fools Get Wise http://felt.planetaclix.pt/default.htm

Grupo musical inglês que teve vida na década de 80. Durou exatos 10 anos, tendo gravado 10 cds e 10 singles. Liderado por Jon Lawrence, o Felt era adepto do indie rock, sendo que há uma influência de Velvet Underground. Para tanto, reparem no estilo de vocais e nas guitarras da canção indicada. Além de contribuir para formação do brit pop, o Felt é citado como influência de gente grande como o Belle and Sebastian. Confira!!!

O Felt nos áureos tempos.

08 - Red Hot Chili Peppers - Torture Me http://www.redhotchilipeppers.com/

Banda californiana, conhecida por quase todo mundo que conhece um pouco de música. Conhecido por misturar rock com funk e hip-hop, o Red Hot Chilli Peppers, foi formado em 1983, e teve várias formações devido à alternância de bateristas e principalmente de guitarristas. Apenas Anthony Kieds (vocal) e Flea (baixo, que inclusive conduz o som do grupo, musicalmente, com seus “slaps” marcantes) estão desde o início do grupo. Hoje, o grupo tem como baterista Chad Smith e como guitarrista John Frusciante (que tem uma carreira solo imperdível, em muitos momentos muito melhor que sua banda “oficial”), na minha opinião, a melhor formação da banda. A canção indicada é do último cd do grupo, “Stadium Arcadium”, lançado neste ano de 2006. Vale a audição!!

A capa - FEIA DEMAIS - do último cd do RHCP. 

07 - Pilate -  Barely Listening http://www.pilate.com/

Quem leu os posts anteriores, ficou sabendo o que vem a ser o site Pandora. Pois bem, o Pilate eu descobri ali, ao digitar Radiohead. De repente, começou a tocar o som desse grupo que eu nunca tinha ouvido falar, mas que de cara, me cativou. Vindo do Canadá, Toronto, e formada por Todd Clark (voz), Ruby Bumrah (baixo), Chris Greenough (guitarra) e Bill Keeley (bateria) a banda, óbvio, se assemelha ao Radiohead, senão não estaria ali, no Pandora, dando sopa. Som extremamente melódico que vai oferecer a vocês bons momentos de audição. Se puderem, obtenham os dois cds da banda, “Caught By the Window”, de 2004, e “Self Control for Life´s Speed”, de 2006.

A banda, em momento "almofadinhas para a imprensa".

06 - Eels - Novocaine For the Soul (live at Town Hall) http://www.eelstheband.com/

É esse pinta esquisito que lidera o caldeirão sonoro do Eels.

Banda norte-americana, de Los Angeles, Califórnia, liderada pelo multi-instrumentista Mark Oliver Everett, conhecido simplesmente por “E”. O Eels é um tipo de banda da qual se pode esperar qualquer coisa tal a variedade sonora que eles executam, e o fazem com muito talento. Assim, é complicado dizer que tipo de música o Eels faz, mas para se ter uma noção pode-se dizer que se trata de uma mistura de rock com punk, drum´n´bass, lounge, vários samples, baladas etc., etc., etc. O que importa é que as canções oferecem uma baita sensação de bem-estar aos nossos ouvidos. Caso queiram ser introduzidos ao som do grupo, além da canção sugerida (que é do último cd, um show no qual aparecem vários “sucessos”), vão, de cara, ao cd chamado “Beautiful Freak”, que tem a capa reproduzida abaixo. Pode-se dizer que ali estão condensados todos os trunfos do Eels. Além disso, estou deixando também uma coletânea sugerida, envolvendo todos os álbuns da banda. Mas o melhor, caso tenham tempo, é catar a coleção toda e ir ouvindo gradativamente. Uma coisa é certa: NÃO PASSEM SUAS VIDAS SEM OUVIR O SOM DO EELS. Isso é sério.

Capa do melhor CD gravado da banda até hoje.

05 - Cinerama - Cat Girl Tights http://www.scopitones.co.uk/

O Cinerama é um projeto paralelo do líder do “The Wedding Present”, David Gedge (grupo que ganhou o peso por parte da imprensa, alguns anos atrás, de ser o substituto do “Smiths”). Fazendo um som mais tranqüilo, se comparado com sua banda de origem, o Cinerama busca desfilar por suas canções todas as inquietações, fraquezas, brigas, separações, reconciliações, ou seja, tudo aquilo que pode surgir quando se trata de amor. Tendo por eixo condutor do grupo David Gedge e Sally Murrel, há banda conta com partipações de músicos e cantores na elaboração dos seus álbuns, como por exemplo, Emma Pollock dos – infelizmente – extintos Delgados. Esse grupo tem apenas 4 cds gravados. Por isso, mais do que depressa, procurem por eles, façam uma coletânea e passem alguma tarde de sábado ou domingo embalado pelas belas e agradabilíssimas canções do grupo. A canção indicada dá uma excelente idéia do que vocês podem encontrar.

No intervalo de um acorde e outro, David dando sabe-se lá Deus o quê para Sally degustar.

04 - Gotan Project - Chungas Revenge http://www.gotanproject.com/

Trio franco-suíço-argentino composto por Philippe Cohen Solal, Christoph H. Müller e Eduardo Makaroff, que coloca tango, jazz, dub e música eletrônica tudo no mesmo balaio, sacode bem e faz um som original que promete uma evolução ainda maior do que a já vista em seus dois únicos cds, um de 2001 “La Revancha del Tango” e um de 2006, “Lunático”. Som original, interessante e cativante. E.T.: O nome (que em uma leitura apressada pode sugerir alguma relação com a Gotham City de Batman) nada mais é do que uma inversão das sílabas da palavra tango.

Esses homens de preto é que compõem o trio parada dura globalizado.

03 - Kasabian - Club Foot http://www.kasabian.co.uk/kasabian/

Grupo formado em 1998, em Leicester, Inglaterra, que põe as pessoas para dançar (nem que você não saiba, ao menos algum membro do seu corpo será sacudido pela maravilha sonora proporcionada pelo Kasabian). Embora a mistura de guitarra, sons eletrônicos e um clima “ecstasy” não seja uma fórmula original (seus “titios” do Stone Roses e Happy Mondays já faziam isso nos ’80 e ’90, quando, entupidos de ácido até às “tampas”, compuseram muita música para se “viajar” nas pistas de dança da Inglaterra e do mundo), eles repetem a fórmula, mas com grande competência e uma “cara” própria. Procedendo a uma interação perfeita entre guitarras e teclados, mais uma batida perfeita de bateria, o Kasabian constrói e executa música para serem ouvidas a qualquer hora do dia ou da noite. E olha que eles gravaram apenas um único álbum, de 2004. Enfim, coloque o Kasabian para tocar e seja feliz, muito feliz!!!

Taí a capa "bacanuda" do primeiro cd da turma de Leicester.

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