
MOÇADA... O BLOG FICARÁ FORA DO AR NESSA ÉPOCA DE COPA DO MUNDO. COMO EU SÓ TENHO O FIM DE SEMANA PARA POSTAR, E ADORANDO FUTEBOL, TANTO QUANTO MÚSICA, NÃO CONSEGUIREI ESCREVER OS POSTS COM TANTO JOGO PASSANDO NA TV (SÓ HOJE SERÃO TRÊS E AMANHÃ MAIS TRÊS). POR ISSO, AO MENOS NESSA SEMANA, NÃO ESTAREI POSTANDO. QUEM SABE SEMANA QUE VEM. MAS NÃO PROMETO. PEÇO QUE ME DESCULPEM, MAS O TEMPO É ESCASSO E PARA FAZER ALGO MEIA-BOCA, PREFIRO NÃO FAZER.
AGRADEÇO, DESDE JÁ, PELA COMPREENSÃO.
ABRAÇOS A TODOS!!! GRANDE SEMANA!!!
Los Hermanos 4

Quando se pensa
Nação Zumbi Nação Zumbi

Há muita gente – desde críticos até gente da minha esfera de amizade – que considera o primeiro disco do então grupo Chico Science & Nação Zumbi, Da Lama ao Caos, como o melhor já feito pela banda. Não há como negar a importância desse álbum para a música, já que ele representa o início - gravado – do movimento Mangue Beat, no qual havia a mistura de guitarras pesadas, muita percussão e ritmos e temáticas regionais. Assim, com esse álbum, gravado em 1994, o país tomou conhecimento daquele som/movimento vindo de Recife, liderado pela figura emblemática de Chico Science (que morreria em um acidente de carro três anos depois). Tanto assim, que no encarte do disco há um texto explicando o significado do movimento. Disco que imprime, portanto, uma grande marca para o rock nacional e para a música como um todo. Mas... em termos de satisfação que um álbum pode proporcionar, fico com o Nação Zumbi, gravado em 2004. Foi o terceiro disco do grupo após a morte prematura de Chico Science. Antes vieram CSNZ, de 1998, um cd duplo composto de músicas inéditas, versões ao vivo, remixes e uma canção homenagem a Chico Science chamada Malungo, que contou com a participação de Jorge Bem Jor, Fred 04 (do mundo livre s.a., outro grupo representante do mangue beat), Falcão (do Rappa) e Marcelo D2, e o irregular Rádio S. AMB. A, de 2000. Essa irregularidade foi positiva, já que, aparadas as arestas, refeitas as sonoridades, equilibrados os instrumentos, em 2004 o grupo produziu o cd que, para mim, é realmente o melhor da banda. Denominado apenas de Nação Zumbi, esse cd marca o encontro definitivo da banda (conduzida por Jorge Du Peixe, Gilmar Bola 8, Lúcio Maia, Pupilo, Dengue e Toca Ogan) com seu norte musical, sem a presença de Chico, devido o bom gosto dos arranjos e a construção de letras. É difícil destacar uma canção desse álbum tal o vigor e a coesão que ele traz consigo. É um disco que possui começo, meio e fim, sem ser conceitual. Ou melhor, ele não possui começo, meio e fim. Na verdade ele é um todo, uma “massa” sonora (no melhor sentido do termo), que acaba te sugando e te hipnotizando, sob a base dos tambores que - ainda - marcam o rumo rítmico do grupo. Esse é um álbum para ser ouvido várias vezes (tal qual os últimos do Radiohead). Uma única audição não irá te satisfazer. E pior: você poderá não encontrar as sutilezas presentes nas canções e terminar por considerá-lo apenas mais um disco de rock nacional. Ouça-o, portanto, repetidas vezes.
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