The Breeders – Doe
http://www.4ad.com/breeders/
Banda norte-americana liderada por Kim Deal (que fez/faz parte de uma das melhores bandas da história do mundo: Pixies), que, em 1988, juntou-se à Tania Donelly da banda Throwing Muses para tocar esse projeto paralelo, no qual ela pudesse ter mais controle, o que não ocorria no Pixies, banda 99,99% conduzida por Frank Black/Black Francis (esse, inclusive, um dos principais motivos da cisão da banda anos depois). Embora a banda tenha contado com várias formações, o Breeders fez sucesso, sem dúvida, aportado ao já incensado Pixies, tendo inclusive, com seu álbum de estréia "Pod" (quando Kim Deal AINDA fazia parte do Pixies), vendido mais do que "Bossanova", álbum do grupo naquele ano. Desfilando uma sonoridade pop indie pelos seus álbuns, o Breeders conseguiu arregimentar um grande número de fãs, que estão à espera do próximo álbum, que será lançado até o fim do ano, sob a batuta de Steve Albini.

Clinic - Harmony

Singular é pouco...
Banda de Liverpool, de som e características singulares, que conta com 5 cds gravados (o último, aliás, para quem tem programa de compartilhamento de arquivos, já foi lançado; para quem não tem, apenas no dia 16 de outubro). Uma das bandas preferidas do também singular Thom Yorke, que, há tempos atrás, a convidou para abrir alguns shows do Radiohead. Para se ter uma idéia da sua singularidade, o grupo é composto por quatro caras que se apresentam usando máscaras cirúrgicas e fazem uma mistura de leves sons eletrônicos (feitos e abusados maravilhosamente por um teclado especial chamado escaleta, na verdade uma flauta com teclas) com guitarras, produzindo um som de certa forma angustiante e hipnótico, mas que às vezes se torna acelerado ou (re)confortante. Vez ou outra se pode pinçar aqui e ali uma linha de baixo da melhor qualidade e alguma coisa que soa como um sax, mas que na verdade é um teclado emulando um sax. Uma vez assimilada tal sonoridade, você vai saber, quando ouvir de uma outra vez, que se trata do Clinic. Ninguém faz nada parecido. Segue, abaixo, uma sugestão de coletânea para vocês se iniciarem no som do grupo.

Elliott Smith - Waltz #2
Elliot Smith foi um dos melhores compositores dos anos 1990. Tendo recebido uma influência eclética (Kiss, AC/DC, The Clash, Elvis Costello e Beatles), Elliot Smith gravou seu primeiro disco solo, “Roman Candle”, em 1994, em um gravador de quatro canais em uma garagem. Ao longo de sua curta carreira, ele gravou cinco discos, tendo como ponto comum a melancolia e o amargor, desfilados em letras que falavam de drogas, solidão, separação. Importante colocar que ele ficou mais conhecido graças ao diretor Gus Van Sant que colocou algumas canções suas no filme “Gênio Indomável”, o que culminou com a indicação da música “Miss Misery” ao Oscar, no mesmo ano em que aquela baba da trilha do Titanic venceu. Elliott Smith faleceu no dia 21 de outubro, em 2003, em seu apartamento

dEUS - Suds & Soda
Quem lidera essa banda belga é Tom Barman, que resolveu montar o grupo no início dos anos 90 sob a boa influência de Velvet Underground e Violent Femmes (sendo que a primeira formação especializou-se em versões desses grupos). O som da banda repousa sob um rock experimental, que vagueia por um sem-número de gêneros musicais como indie, folk, jazz, pop etc. Por isso mesmo é preciso ouvir todas as canções dos quatro cds que a banda possui para chegar a uma conclusão. Você pode ouvir uma música e não gostar, mas aí vem a música seguinte e você adora. Enfim, vale a dica. E a grafia do nome da banda é assim mesmo, com o “d” minúsculo e as outras letras escritas em maiúsculas.

Taí o dEUS devidamente nominado.
Erkin Koray - Karli Daglar
Erkin Koray pode ser considerado o pai do rock turco, título conseguido lá nos ´70, com dois discos primorosos “Erkin Koray” (1973) e “Elektronic Turkuler” (1974). Começou tocando nos anos ´60 clássicos do rock and roll, tendo recebido a óbvia influência dos Beatles e dos Rolling Stones. Com o surgimento da psicodelia, Koray encontrou a sua praia. Diferente, original, inventivo, e como se não bastasse o cara é um baita guitarrista. Não perca de jeito nenhum! Esse é um link para um (raro) clipe do cara: http://www.youtube.com/watch?v=8e6o-uuoDsQ
E.T.: Há também uma coletânea bem legal que garimpa a cena roqueira turca nos anos 60 e 70, chamada Hava Narghile. Nela se pode encontrar nomes como Baris Manço, Mogollar, Kaygisizlar, além do já citado Erkin Koran. A psicodelia que vigia naquele momento em termos mundiais foi um prato cheio para esse pessoal, que, aproveitando-se do fato que tal norte musical pregava a fusão entre a música do ocidente e do oriente, soube explorá-lo ao máximo, encorpando e dando uma cara ao rock turco.

Taí o Erkin em meio à psicodelia da época.
Death Cab For Cutie - We Laugh Indoors
http://www.deathcabforcutie.com/
Banda americana de indie rock, formada em 1997 por Ben Gibbard (vocal e guitarra), Christopher Wall (guitarra), Nick Harmer (baixo) e Jason McGerr (bateria). Inspirados nas “guitar bands” dos 80 e 90, com alguns toques de Neil Young e Bruce Springsteen, esse caras fazem um som bem legal, conduzindo um indie rock puro, ausente de qualquer experimentalismo (que é bom que exista, diga-se), com guitarras agressivas ou melódicas e letras que falam de solidão e melancolia. A música indicada foi retirada de um ep chamado “The John Bird”, formado por gravações ao vivo, o que nos dá versões mais “sujas” do que as de estúdio. Vale conferir.

Bardo Pond - Walking Stick Man
http://threelobed.com/bardo/home/
Banda da Filadélfia, na verdade um quarteto, formado em 1994, que foge do convencional, ao seguir uma linha “space rock” extremamente competente, que se soma ao rock dos anos 70 e por que não ao punk e ao new wave. Entre os seus dez (!!!) cds gravados até aqui, retirei a música indicada do “Set and Setting”, de 1999. Há um ruído intermitente de guitarra que persiste sobre um dedilhado num violão acústico e a bela voz da vocalista, Isobel Sollenberger. De repente, surge a bateria, e quando você está envolto nesse clima é despejada sobre seus ouvidos uma distorção de guitarras que toma conta de tudo. Essa canção resume bem o som da banda: cru, áspero e estranho. Coisa de louco. Coisa de primeira esse tal de Bardo Pond. Acredite.

O pessoal gente boa do BP.
Afghan Whigs - I'm Her Slave
Reza a lenda que o Afghan Whigs nasceu de uma noite

O que será que está espantando esse pessoal?
"A música é sua única amiga... até o fim". (Jim Morrison)
Moçada,
espero que curtam as indicações da semana. Que elas, de alguma forma, contribuam para a ampliação do horizonte musical de vocês.
Salve a BOA MÚSICA!!!
Abraço a Todos!
Alexandre
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