Aereogramme - Post-tour, Pre-Judgement

Taí o pessoal que gosta de experimentar todas.
Banda escocesa formada em 1998 e liderada por Craig B, ex-integrante de uma banda chamada "Ganger" (que unia o rock experimental ao dub). A banda tem ainda o baixista Campbell McNeil, o baterista Martin Scott e o guitarrista e responsável pelos sons “estranhos”, Iain Cook. Experimentações meticulosamente dosadas em arranjos claros, precisos, sem qualquer excesso. Pode-se considerar o som do Aererogramme intenso, ruidoso, melodioso, já que os integrantes unem a delicadeza das guitarras acústicas, ruídos eletrônicos, “sujeiras” sonoras, pitadas de trip-hop, um pouco de heavy-metal, enfim, ouvindo os álbuns você se sente em uma montanha-russa, tal a diversidade sonora que se pode encontrar em seu som. A banda conta até aqui com 3 álbuns ("A Story in White”, de 2001, “Sleep and Release”, de 2003 e “Seclusion”, de 2006) e alguns singles, todos eles artigos preciosos que merecem ser ouvidos por quem curte boa música. Segue abaixo uma sugestão de coletânea para vocês serem introduzidos ao som da banda. Aproveitem e consigam “nas boas lojas do ramo” a versão que eles gravaram para a música “Thriller”, do Michael Jackson. Sensacional!!!

Jobriath – Heartbeat
Para continuar na linha dos clássicos, indico o som de Jobriath. De pronto deve-se dizer que o cara é/foi admirado/idolatrado por gente como Morrisey, Thurston Moore (do Sonic Youth), David Bowie, Gary Numan, Sid Vicious, Siouxsie Sioux, entre outros. Pudera: Jobriath, que nasceu John Wayne Campbell foi uma figura de exceção na música. Gravou apenas dois álbuns “Jobriath”, de 1973 e “Creatures of the Street”, de 1974, nos quais, a partir de um visual andrógino, desfilou um “glam rock” dos mais originais, e que hoje são itens de colecionador (mas para que servem as “boas casas do ramo” ???). No caso do primeiro, por ter explorado explicitamente a temática homossexual, ele foi execrado pela gravadora Elektra (a mesma do The Doors) com a qual tinha contrato. O segundo álbum foi friamente recebido pela crítica, colocando fim em sua carreira musical. Sua curta vida inclui uma deserção do exército norte-americano, o que lhe rendeu uma perseguição por parte do F.B.I, um quadro de esquizofrenia, uma prisão em um hospital psiquiátrico, uma condição de alcoólatra e a morte prematura de AIDS, no ostracismo, em 1983, em um quarto de hotel, em Chelsea, na Inglaterra. E.T. – em 2004, foi lançada uma compilação chamada “Lonely Planet Boy”.

O andrógino Jobriath.
Cibo Matto – Apple
Banda que tem como base duas belas nipo-americanas: a ex-nora de John Lennon, Yuka Honda, e a responsável pela voz de “Noodles”, da banda-desenho Gorillaz, Miho Hatori. São elas que conduzem a sonoridade peculiar do Cibo Matto, extremamente influenciada pela bossa-nova, muito embora eu não curta bossa-nova. Acho algo maçante e monótono, no entanto eu respeito sua relevância para a música em termos mundiais. Porém, no caso do Cibo Matto, o som é extremamente palatável pois a bossa-nova surge como influência, apenas, e fica por aí. A base é quase que toda eletrônica, servindo de apoio para um ecletismo sonoro/musical muito grande. Para se ter uma idéia: elas gravaram com o Beastie Boys (“Light My Fire”, do The Doors) e entre os seus lados-b, há uma cover do Nirvana, “About a Girl”. Em tempo, a banda atuou nos anos 90 e durou apenas dois cds. Pena, pois a vontade é de mais.

As belas Yuka e Miho.
Electric Six - Rock and Roll Evacuation
Banda americana, de Detroit (terra de gente do calibre de Iggy Pop e White Stripes), que faz um excelente rock and roll para pura diversão. E diversão é a palavra de ordem. Vejam os nomes dos pintas que compõem a banda: Dick Valentine, M, Surge Joebot, Disco e Rock'n'Roll Indian. Esse povo junta punk, metal, disco e referências de bandas como Strokes, Nirvana, Guns´n´Roses, Sex Pistols e outras mais. Vá atrás dos três álbuns do grupo: “Fire”, de 2003, “Señor Smoke”, de 2005, e “Switzerland”, desse ano. É bom pra caramba! Em tempo: a versão dos caras para "Radio Gaga", do Queen, é algo que também precisa ser ouvido. Não percam!

Esse é o povo de nome estranho do Electric Six.
Black Sabbath - Black Sabbath
Seguindo a proposta de resgatar alguns posts anteriores, a bola da vez hoje é o Black Sabbath. Banda inglesa, formada em Birmingham, em 1968, que foi uma das pioneiras do estilo heavy metal, que nas duas décadas seguintes tomaria de assalto grande parte das bandas do mundo. A formação inicial (e a melhor de todas) contava com Ozzy Osbourne (vocalista), Tony Iommi (guitarrista), Geezer Butler (baixista) e Bill Ward (baterista). Tocando de forma intensa e excessivamente feroz (para a época), fazendo referências a temas místicos por suas letras pesadas, e tendo o vocal sinistro de Ozzy Osborne a comandar essa farra toda, o Black Sabbath rapidamente conquistou uma considerável legião de fãs pelo mundo afora. A música indicada é do disco de estréia do grupo, de 1970, uma das melhores coisas já criadas em termos de rock, que leva o nome da banda. Um clássico. Como o são os quatro discos subseqüentes: “Paranoid”, “Master of Reality”, “Vol.4” e “Sabbath Bloody Sabbath”. Essas preciosidades contêm algumas das maiores lições de como se fazer rock and roll. Para começar, fiquem com esses.

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