Explosions in the Sky - First Breath After Coma
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O pessoal do Explosion In The Sky: guitarra pouca é bobagem.
Banda texana (mais uma!!!), formada por Michael James (baixo), Mark Smith (guitarra), Munaf Rayani (baixo) e Chris Hrasky (bateria), que começou em 1999, e se qualificou (ou foi qualificada) como um dos principais representantes do que se convencionou chamar de pós-rock, que nada mais é do que uma fusão de uma sonoridade puramente roqueira como outras formas de se transpirar musicalmente (como a eletrônica, o clássico, o jazz etc), sem se preocupar muito com o formato da canção. No caso do EITS, a sua pegada é mais “rocker”, já que o som progressivo norteia a subversão sonora executada com maestria pela banda. Contando com três álbuns (um melhor que o outro), o grupo produz um som encorpado que oscila, dicotômico: melancolia e desespero, delicadeza e rudeza, céu e inferno. É exatamente essa oscilação (exuberantemente bem dosada), quando o som, antes contido, torna-se desenfreado, que faz com a banda se eleve à qualidade de sublime. E nessas você passa a crer que a vida pode ser muito boa. Caso queiram experimentar tais sensações, além da canção indicada, explorem as canções sugeridas na coletânea abaixo. De brinde, curtam um clipe caseiro de uma composição belíssima: “Yasmin The Light”.

Midlake - Roscoe
Mais uma - boa - banda vinda do Texas. Mais uma banda comparada ao Radiohead, principalmente pela similiaridade vocal entre Tin Smith e Thom Yorke, além da melancolia destilada pelas suas canções. Mas reduzi-la a uma cópia do Radiohead é cometer uma injustiça – e das grandes. Contrapondo-se à claustrofobia, à modernidade e à eletricidade do quinteto de Manchester, o Midlkae faz mais a linha “paisagens verdes, dias ensolarados e violão acústico”, o que de forma alguma deva sugerir um desmerecimento para o grupo. Muito ao contrário, já que graças a isso, sua sonoridade – encorpada, intensa, profunda - termina se aproximando da de uma fantástica banda, já desfeita: Grandaddy. A banda conta com dois álbuns lançados: “Banman and Slivercork", de 2004, e "The Trials of Van Occupanther", desse ano. A canção indicada é a música de abertura do segundo álbum. Excelente canção, diga-se, que com certeza produzirá efeitos benéficos após a sua audição. Quem sabe daqui a alguns anos, algum de seus álbuns esteja listado entre os maiores de todos os tempos. Potencial para isso a banda possui.

Taí o pessoal afinado do Midlake.
Focus - Hocus Pocus
Banda holandesa de rock progressivo, formada em Amsterdã, em 1969. Composta pelo flautista, vocalista e tecladista Thijs van Leer, pelo baixista Martin Dresden, pelo guitarrista Jan Akkerman e pelo baterista Hans Cleuver, a banda gravou alguns discos clássicos, não apenas para o rock progressivo, mas para o rock como um todo. Prova disso são o segundo e o terceiro discos, “Moving Waves” e “Focus III”, de 1972 e 1973, respectivamente. Aliando criatividade, técnica e influência da música erudita, o Foucs construiu grandes canções, como a indicada, a qual possui um riff de guitarra de primeira e uma construção vocal num estilo tradicional holandês, chamado “yodel”, repleta de falsetes. Sonoridade única! Caso tenham pressa, fiquem com uma apresentação ao vivo da banda, exatamente da canção indicada

Doves – Here It Comes
Banda muito interessante que vem de Manchester (que nos anos 80 “deu” ao mundo a sonoridade única do “The Smiths”). Na verdade, trata-se de um trio, formado pela guitarra e bateria dos gêmeos Andi e Jez Willians, respectivamente, e pelo baixo + voz rouca de Jimi Goodwin. Contando com uma discografia composta por três álbuns (“Lost Souls”, de 2002; “The Last Broadcast”, de 2002; “Some Cities”, de 2005), o coeso e denso som do grupo é marcado por uma reunião das melhores influências do pop rock inglês dos ano 80 e 90, tais como Smiths, Stones Roses, Blur, Radiohead, apenas para ficar com os mais conhecidos. Apesar da influência, esse trio inglês consegue manter respeitada a sua identidade, oferecendo um misto de batidas pesadas, belas baladas, arranjos soberbos, harmonias sedutoras, tendo como pano de fundo, por vezes, uma abordagem meio psicodélica. Embora não seja um som revolucionário, com certeza vai oferecer excelentes momentos para os seus ouvidos.

Leaves – Shakma (Drunken Starlit Sky)
Banda de indie rock que vem das terras frias da Islândia, formada por Arnar Gudjonsson (vocal e guitarra), Hallur Hallson (baixo) e Arnar Olaffsson (bateria). O grupo, que tirou seu nome de um disco de Nick Drake, “Five Leaves Left”, tem apenas dois álbuns gravados: “Breathe”, de 2002, e “Angela Test”, de 2005, de onde saiu a canção indicada. Sua sonoridade pode ser comparada a do Travis, Starsailor e Radiohead. Som para se ouvir em dia de chuva ou de frio acompanhado de um cobertor de orelha. Confiram! P.S. – Não encontrei nem uma foto nem o site oficial dos caras. Caso alguém encontre, por favor, me avise.
Moçada,
mais uma vez quero agradecer pelas visitas, que, dia a dia, aumentam. Espero que vocês possam divulgar esse blog a seus amigos(as). Também quero pedir que COMENTEM!!!
Abraço a Todos!!!
Alexandre
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