The Black Angels – Young Men Dead

www.theblackangels.com

 

Com o nome retirado da canção “The Black Angel's Death Song”, do álbum “Velvet Underground & Nico”, não é preciso dizer qual a principal influência dessa banda texana. Stephanie Bailey (bateria), Christian Bland (guitarra), Alex Maas (vocais), Jennifer Raines (órgão), e Nathan Ryan (baixo) executam um envolvente neo-psicodelismo sob a influência, também, de outras bandas antigas como 13th Floor Elevators ou mais modernas como Black Mountain ou Brian Jonestown Massacre. Pena que a banda conta apenas com um ep, homônimo, de 2005, e um álbum, "Passover", do ano passado, já que quando se ouve a sonoridade bruta, feroz, dura, abissal construída por riffs de guitarras que se superpõem em camadas e mais camadas, tudo entrecortado pela voz ácida de Alex Maas, o que se quer é que o tempo passe o mais depressa possível para que banda possa gravar mais e mais álbuns e assim saciar nosso desejo por seu som. De quebra, uma apresentação ao vivo do grupo.

 

Essa é capa bacanuda do primeiro - e por enquanto único - álbum da banda. 

01 - Little Joe & the Latinaires - "Mas!!! Arriba"

 

FiNALMENTE OS VENCEDORES!!!! Essa é a CAPA MAIS RIDÍCULA de todas, na minha opinião. O homem na lua, a bandeira dos EUA e os três carinhas da banda, numa falta de proporção tremenda, se sentindo realmente “para cima”. Até onde vai a falta de noção??? Sinto-me constrangido por eles.

02 - Jerry Irby - "Hot Line To Heaven"

 

O tal Jerry estaria falando com o paraíso? Imagine o preço da ligação... Ou estaria ligando pro Batman para livrar o mundo de pragas como ele? Ou estaria, na verdade, ligando para um disk-sexo? (Essa coisa de hot line. E paraíso? Afinal, cada um considera paraíso o que achar melhor.

03 - The Mighty Accordion Band - "They Said it Couldn't Be Done!"

 

 

O que leva um ser humano a ter a brilhante idéia de colocar um gorila tocando acordeão na capa de um disco? O que leva um ser humano a concretizar essa idéia? O que não poderia ser feito era essa capa, isso sim.

04 - Dr. Dallas F. Billington - "This is Your Funeral - If You Are a Christian"

 

Já que o assunto é caixão... E se o cara não for cristão? Como seria (será) seu funeral???

05 - The Eight Balls - "A Musical Essay on Dixieland Jazz

 

Essa é boa! Esses figuras adotaram o que chamavam de “Jazz Funeral Theme”. Eles andavam em um carro funerário e carregavam seus instrumentos em um caixão. O carro parava em algum lugar público onde os “Eight Balls”, formalmente vestidos de agentes funerários abriam o carro, retiravam o caixão e o carregavam com uma postura nobre. Após essa breve cerimônia, o caixão era aberto, os instrumentos retirados e o público ali presente assistia a mais uma performance do tal grupo. Que idéia mais cretina!!! A capa acompanha o teor da idéia.

06 - El Indio Duarte - "El Duelo del Mayoral"

 

Não sei mesmo o que escrever sobre essa capa de tão ridícula que é. Apenas uma questão: por que esse pano branco na grama?

07 - Muhammad Ali - "Ali & His Gang vs. Mr. Tooth Decay"

 

Esse Long-Play narra as aventuras de Muhammad Ali e sua gangue (quem seria?) contra o Dr. Cárie Dentária. Ok, pode até ter seu valor educativo ao ensinar as crianças a combaterem as cáries, mas alguém pode me explicar qual o significado desse arco-íris na capa? E aquela criancinha acima do lado esquerdo? Essa é das bravas!

08 - Steve Allen - "Electrified Favorites"

 

Não é por nada, mas se o cara está tentando se matar eletrocutado, acho que ele tem que colocar o fio na bacia (ou penico) onde ele está com os dois pés enfiados. Uma outra opção é se enforcar com o mesmo fio.

09 - Poncho Martinez "El Rivereno" - "Dispuesto a Morir"

 

 

Tal capa gera questões profundas: Seriam fotos de um filme ou de uma novela cuja trilha sonora foi composta pelo tal Poncho “Rivereno”? Seria uma telenovela? Quem está por detrás das grades fumando, seria “Rivereno”? Aquela senhora aflita seria a mãe de “Rivereno”? A foto debaixo seria de “Rivereno” e seu irmão, momentos após sair da prisão? Disposto a morrer pelo quê?

10 - Monteux Vienna Philharmonic - "Symphonie Fantastique"

 

 

Alguém pode me explicar qual o significado da relação entre a cover da “Jeannie é um Gênio”, essa forca (?!?!?!) e o título do disco? Moçada, isso é uma forca não é?

11 - Gerhard Polt - "Leberkås' Hawaii"

 

Esse eu me abstenho de comentar. Sério. Não há o que dizer a não ser que vou ficar um bom tempo sem comer abacaxi.

12 - Swamp Dogg - "Rat On!"

 

Eu fico imaginando o que pode sair de um disco que a capa é um sujeito montado em um rato gigante. Ou seria um sujeito muuuuuuuuuuuuuuito pequeno montado num rato de tamanho normal???

13 - Chef Claude Plamondon - "Viva Les Crepes"

 

 

O tal chef Claude ensina, passo-a-passo, como se fazer um delicioso crepe, o que com certeza deixa as pessoas boquiabertas. Vide a foto da capa. Mas mais boquiaberto fico eu ao imaginar que tipo de ser humano compra um disco no qual se ensina a se fazer crepe???

14 - Pat Cooper - "You don't have to be Italian to like Pat Cooper”

  

Acho que não importa a nacionalidade. Isso deve ser ruim para qualquer sujeito de qualquer parte do mundo. E esse sanduíche? O que é isso?

15 - Roger (Troutman) - "The Many Facets of Roger"

 

 

Se você ouvisse que um disco se chama “As Muitas Facetas de Roger” qual seria o raciocínio mais lógico? Que esse tal Roger pudesse ser um músico e cantor versátil, que saberia explorar ao máximo os vários estilos musicais que existem. Mas aí você olha a capa e o que vê é um conjunto de seis fotos desse tal Roger fazendo caras e bocas, criando, assim, as suas “muitas facetas”. Mesmo que ele quisesse ter feito uma analogia das suas facetas com as outras, as musicais, ao ver uma capa dessas você fica com a plena certeza que esse cara não deve ser versátil, aliás nem deve ser músico e sequer cantor.

16 - Dr. Jerry Falwell - "Where are the Dead?"

 

Em mais essa obra-prima, o pastor Jerry Falwell esclarece algumas dúvidas que pairam sobre os homens a respeito da morte. Nada contra a escolha de tal tema, mas precisava ter gravado um disco pra isso, com música de fundo e colocar na capa a foto de um cemitério?

17 - The Happy Goodman Family - "Bigger 'n' Better"

 

Essa também é de doer. Os caras lá longe, tendo como fundo o belo ônibus que os levava. E vejam que eles estão andando. O fotógrafo devia estar com pressa, já que nem esperou que eles chegassem mais perto. Eu me pergunto: “Maior e Melhor” em quê???

 

18 – Robbie Basho - "The Falconer's Arm I"

 

Mais uma clássica! O cenário bucólico, o artista em contato com a natureza... É constrangedor.

19 – Tommy Phelps - "I Wrestled With God"

 

Nessa obra-prima “Eu Lutei Com Deus”, o tal do Tommy Phelps quer mostrar sua mudança após ter encontrado Deus. Atentem-se que a cara é a mesma. Deve ter batido a foto ao estilo “nature boy” e cinco minutos depois meteu um terno, pegou a bíblia e deu o mesmo sorriso. Que dureza...

20 - The Hawaiians "God Gave the Song"

 

 

Esse tipo de capa é clássica: um casal estampando a capa com ares de alegria e demonstrando todo o afeto e amor do mundo. Mas esse sorriso amarelo do cara denuncia toda a sua insatisfação em ter gravado o disco, ter tirado a foto e ser casado. Talvez ele preferisse, até, que Deus não tivesse lhe dado a música. 

AS PIORES CAPAS DO MUNDO

 

Moçada,

 

quem curte e freqüenta sites e blogs já deve ter se deparado com alguma indicação de capas de disco estranhas, ridículas, estapafúrdias. Já havia visto alguma coisa por aí, mas recentemente, via um blog o qual não vou me recordar qual (e para na cometer injustiças, prefiro não chutar), já que é tanta coisa de boa qualidade que existe, descobri um site fantástico que fez o apanhado mais completo possível das capas mais bizarras já criadas. Não à toa seu nome endereço é http://www.bizarrerecords.com. Demorei um pouco mas consegui ver todas as malditas capas esquisitas que ali estão e separei 20 delas, as que na minha opinião são as piores das piores. A partir delas se pode constatar que a frase “há coisa ruim, mas há coisa pior” é mais do que verdadeira. Seguem as tais “maravilhas”. Divirtam-se!

Cold War Kids - Hang Me Up To Dry

http://www.coldwarkids.com/

 

Cold War Kids é uma banda da Califórnia, nos Estados Unidos, que descobri nessa semana. Antes tarde do que nunca, sentencia o velho ditado. Ainda bem, pois... êta bandinha boa!!! Matt Aviero, Matt Maust, Jonnie Russell e Nathan Willett lançaram seu primeiro álbum ano passado, chamado "Robbers & Cowards”. O problema é que após a audição do cd você quer mais, já que considera que apenas 12 canções não são suficientes. Mas a boa notícia é que além do álbum, eles também lançaram 3 eps com seis músicas cada, o que já sacia, ao menos em parte, o vício (sim, você fica viciado) por seu som. Não que eles façam algo de novo nem tenham descoberto uma nova forma de fazer música, mas as composições são excelentes, o instrumental é magnífico, os refrões são grudentos (no bom sentido). Se tivesse que definir seu som poderia se dizer que eles fazem um indie rock setentão, já que há uma influência nítida de Velvet Undeground, Bob Dylan e... Billie Holiday (confiram a canção “Passing the Hat” e vejam se ali não há um “quê” “holidayano”). Preparem-se para ser tragado pelo som do Cold War Kids! De quebra, o clipe da bela canção “Hospital Beds”.

Zefirina Bomba –  Alguma Coisa Por Aí

Link - My Space

 

Caso queiram adotar uma banda nacional nesse início de ano sugiro que fiquem com o Zefirina Bomba. Até aqui, não ouvi, em termos nacionais, nada que chegasse próximo ao som que esses paraibanos fazem. ZB é um trio cheio de energia que metralha muito rock and roll (punk, hardcore e surf music) em volume bem alto com pitadas de sons regionais. Músicas curtas (algumas com menos de 1 minuto) e letras coesas compostas sob medida para a sua diversão. O título de seu primeiro cd, lançado pela Trama Virtual, dá pistas sobre sua sonoridade: Noisecoregroovecocoenvenenado. Formada por Ilsom (viola distorcida – adaptada para ser usada com seis cordas e captação de guitarra), Edy (baixo) e Guga (bateria), o Zefirina Bomba te cativa de imediato, à primeira audição do álbum. De acordo com o release da banda, suas influências vão de Stooges à Nirvana, passando por João Cabral de Melo Neto, Jimi Hendrix, Mutantes, Tom Zé, Syd Barrett e Glauber Rocha. “Alguma coisa por aí”, faixa que abre o álbum, é puro Jon Spencer Blues Explosion com Dead Kennedys. A faixa instrumental “A Outra Trilha de Sumé” é Dick Dale incorporando Kurt Cobain. “O que ela tem” é Stooges em estado bruto! “Dia Inteiro” é mistura de Sonic Youth com o repente nordestino, como você pode conferir aqui. Contudo a faixa que mais represente a sonoridade do Zefirina Bomba é “Enquanto Otacílio Batista Explicava...”, que fecha o álbum. Começa com uma viola caipira para ser transmutada em um vigoroso punk-rock executado à toda força. Alguns podem achar que a fórmula rock+música regional não é algo novo, que está gasto, que não gera mais aquela sensação de novidade. Bobagem! Os paraibanos “amalucados” do Zefirina Bomba mostram que quando se tem competência e tesão pela música qualquer combinação pode soar original e agradável. E. T.: o nome do grupo vem de uma lavadeira de Catolé do Rocha (interior da Paraíba) que foi brindada com o apelido de Bomba por causa das batidas que dava com as roupas molhadas nas pedras do rio. Até nisso os caras foram felizes.

Esse é o trio porreta da PB.

"ANGRY, MADNESS AND VULNERABILITY"

CD1

01 - Elvis Presley- A Little Less Conversation - 3.32

02 - Sepultura - Bullet the Blue Sky - 4.25

03 - Jon Spencer Blues Explosion- She Said - 4.17

04 - Tom Waits - A Sweet Little Bullet - 5.33

05 - Lovage - Anger Management - 4.08

06 - TSOL - How Do - 4.15

07 - 59 Times - Sweet and Tender Hooligan - 2.16

08 - Mad Season - Long Gone Day -4.52

09 - 13 Sentenced - Creep - 3.53

10 - Bjork - All is full of love - 4.28

11 - Johnny Maar and the Healers - Last Ride - 5.12

12 - Morrisey - You're Gonna Need Someone On Your Side - 3.35

13 - Starsailor - The Way Young Lovers Do - 3.56

14 - Queen of the Stone Age - God Is On The Radio - 5.40

15 - The Cramps - Goo Goo Muck -3.03

16 - David Bowie - Wild is the Wind - 6.23

17 - R.E.M. - Leave - 4.14

 

CD 2

01 - Moby with New Order - New Dawn Fades - 4.50

02 - Joe Strummer - Dum Dum Club - 3.00

03 - Beatles - Tomorrow Never Knows - 2.57

04 - Violent Femmes - No Killing - 4.19

05 - Korn - Freak on Leash - 4.15

06 - The Strokes - Hard to Explain - 3.45

07 - Eels - Hospital Food - 3.22

08 - The Polyfhonic Spree - Call Your Father - 2.10

09 - Miranda Sex Garden - Exit Music For A Film - 4.41

10 - Robert Plant - One More Cup Of Coffee - 3.57

11 - Tito & Tarantula - Smilin' Karen - 3.58

12 - Nick Cave - Where Do We Go Now But Nowhere - 5.43

13 - Metalica - Poor Twisted Me - 4.01

14 - Pixies - U-Mass - 3.00

15 - Morphine - French Fries with Pepper - 2.52

16 - Pulp - The Fear - 5.35

17 - Massive Attack Featuring Sinead O'Connor - Angel - 6.1

“A música é sua única amiga... até o fim”.

 

Moçada,

há uns 3 anos atrás quis dar de presente a um casal de amigos uma coletânea de músicas diversas. Porém, não queria pura e simplesmente juntar músicas em um cd e entregá-lo. Daí veio a idéia de fazer com que aquelas músicas fizessem parte de uma trilha de um filme, óbvio, de uma trilha de um filme que não existisse. A partir disso criar trilhas sonoras de filmes que não existem se tornou uma espécie de hobby no qual eu debruçava uma boa parte do meu tempo livre, já que, além de selecionar as músicas eu criava o nome do filme, a capa, a contra-capa etc. Sei que soa meio maluco mas juntar trabalho gráfico com música, ao menos para mim, foi (é) uma das coisas mais divertidas que se pode fazer. Dessa forma, resolvi compartilhar com vocês alguns desse “filmes”. A partir de hoje, além dos textos de costume, estarei, sempre que possível, disponibilizando a capa do cd do “filme” mais a seleção das músicas referente à sua trilha sonora. Caso curtam, montem também as tais trilhas para vocês.

Abraços!

 

Alexandre

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